terça-feira, 18 de outubro de 2011

Histórico Brasil

As abelhas do gênero Apis não sendo nativas do continente americano, foram trazidas para o Brasil no início do século XIX, pelo Padre Antônio Pinto Carneiro, com autorização do Imperador D. Pedro II. As colônias de abelhas teriam chegado ao Brasil procedentes do Porto, Portugal. Das 100 colméias embarcadas, apenas sete sobreviveram à viagem, e aqui logo proliferaram, dando início à apicultura nacional. Foram introduzidas no Estado do Rio de Janeiro, expandindo-se para o sul pelos padres jesuítas. Mais tarde, com a vinda de imigrantes europeus italianos, alemães e espanhóis, intensificou-se no Brasil a criação de abelhas européias, popularmente conhecidas por "Europa". Em virtude da decadência genética e conseqüente falta de produtividade da abelha européia, o governo brasileiro formalizou pedido para o então Professor Pesquisador Dr. Warwick E. Kerr, para averiguar a veracidade das notícias de alta produtividade das abelhas africanas. O pesquisador permaneceu por três meses observando e acompanhando o trabalho e o comportamento das raças africanas. Em 1956, a equipe do professor Kerr trouxe para o Brasil duas subespécies de abelhas africanas: a Apis mellifera capensis e a Apis mellifera adansonii. Descobriu-se mais tarde que ocorreu a introdução da Apis mellifera scutellata e não da Apis mellifera adansonii. No período de observação pela pesquisa, essas abelhas enxamearam, expandindo-se por todo o continente. Durante a década de 60, em função de seu comportamento defensivo, foram chamadas de abelhas assassinas. Nas outras duas décadas, já aclimatadas, com a mistura de raças: européia e africana, e recebendo o manejo adequado, revelaram sua alta capacidade de produção e resistência a doenças e parasitas. (Fonte: Apicultura para iniciantes. Emater /PR. 44p. Série Produtor. Curitiba, 2000.) Instruções de uso para fumigadorwww.crieabelhas.com.br(41) 3262 4981crieabelhas@crieabelhas.com.br Para carregar e acionar o fumigador proceda da seguinte maneira: como carburante usar cepilho de madeira, casca de árvores, galhos finos triturados, sabugo de milho triturado, folhas secas de eucalipto, bagaço de cana de açúcar seco, resíduos triturados de eucatex, duratex ou outros produtos triturados (não usar sobras de MDF aglomerado). Comece carregando o fumigador até dois terços, coloque alguns carvões acesos sobre a carga, completando-a com o restante do carburante. Acionar lentamente o fole que, soprando sob a grelha produzirá baforadas de fumaça limpa. Após o uso retire sempre a tampa do fumigador enquanto ainda quente. Nunca o esvazie em áreas com risco de incêndio. O fumigador com boa fumaça é o domesticador das abelhas, use-o porém, racionalmente e nunca em excesso.
Uso do Fumigador www.crieabelhas.com.br(41) 3262 4981crieabelhas@crieabelhas.com.br A fumaça tem a função de acalmar as abelhas. Dá a elas a impressão de incêndio, fazendo com que encham o estômago de mel, preparando-se para uma viagem iminente. Com o estômago cheio fica mais difícil defenderem a colméia e dobrarem o abdômen para a ferroada. A fumaça desorienta as abelhas, confundindo o cheiro da colônia e atrapalhando a união das mesmas. Usar no fumigador somente produtos que não deixem cheiro como madeira não resinosa (erva-mate, cedro, eucalipto, etc.). Nunca usar óleo queimado ou combustíveis automotivos, porque deixam cheiro que podem impregnar o mel e prejudicar as abelhas. Pode-se acrescentar algumas ervas ao fumigador para melhorar o cheiro, tais como: capim cidreira, erva de Santa Maria, folhas de eucalipto e outras. Completar com pelo menos 10 centímetros de maravalha úmida, para manter a fumaça fria. (Fonte: Apicultura para iniciantes. Emater /PR. 44p. Série Produtor. Curitiba, 2000.) Captura de enxames fixos ou estabelecidos www.crieabelhas.com.br(41) 3262 4981crieabelhas@crieabelhas.com.br São enxames que já estão em algum local e as abelhas já construíram favos e realizam o trabalho rotineiro da colméia. Para aproveitar esses enxames, deve-se utilizar: ninho (com caixilhos) com fundo e tampa; fumigador; faca para cortar os favos; barbante para amarrar os favos nos caixilhos; materiais necessários para abrir caixas rústicas ou alojamentos naturais; roupa de proteção completa; vasilha com tampa para recolher os favos de mel; vasilha para recolher os favos velhos que sobrarem da amarração. Procede-se da seguinte maneira: - dar algumas baforadas de fumaça no alojamento natural pelas frestas existentes e no lugar de acesso das abelhas;- abrir o alojamento ou a caixa rústica;- remover as abelhas até chegar aos favos com crias;- cortar os favos um a um e transferir aqueles com crias e os favos perfeitos para a colméia, amarrando-os nos quadros com barbante;- os favos velhos devem ser utilizados para derretimento e obtenção de cera;- os favos com mel podem ser aproveitados para a retirada do mel e posterior alimentação das abelhas;- amarrar os favos com pólen;- transferir o maior número possível de abelhas para a colméia;- os últimos favos, onde deve estar a rainha, devem ser manipulados com cuidado para não prejudica-la;- a rainha deve ser transferida também para a colméia;- a colméia deverá permanecer no local até que a maioria das abelhas se recolham para dentro da caixa. Após isso, pode ser transferida para o apiário.A captura de enxames deve ser feita durante o dia, quando as operárias-campeiras estão em atividade. Porém, qualquer transferência de local deve ser feita à noite para levar as operárias-campeiras. Transferir a distâncias superiores a 1500 metros. É importante alimentar o enxame recém-capturado. É importante, também, inspecionar a colméia após dois a três dias para confirmar a presença da rainha. Caso a rainha não esteja, o apicultor deve colocar na colméia um caixilho de outra caixa com ovos e larvas de até três dias, para que as operárias puxem nova rainha. Pode-se colocar, ainda, um caixilho com rainha prestes a nascer. Importante Quando o enxame se localiza em agrupamentos residenciais, deve-se tomar cuidado especiais de segurança, para evitar acidentes com curiosos ou moradores próximos. (Fonte: Apicultura para iniciantes. Emater /PR. 44p. Série Produtor. Curitiba, 2000.) Captura de enxames voadores www.crieabelhas.com.br(41) 3262 4981crieabelhas@crieabelhas.com.br Durante o ano é possível encontrar enxames que estão viajando em busca de nova moradia e descansando em galhos ou troncos de árvores. Pode-se aproveitar esses enxames da seguinte maneira:- usar um núcleo ou colméia vazia já preparada;- colocar a colméia abaixo e próxima do enxame;- sacudir o galho da árvore até que as abelhas caiam dentro da colméia;- colocar na colméia um favo de ninho com crias novas e mel;- transferir a colméia para o apiário;- é importante alimentar as abelhas para que elas iniciem a construção de favos e aceitem a nova moradia.Quando o local onde estão as abelhas não pode ser sacudido, deve-se usar uma escova de cerdas finas e flexíveis para jogá-las dentro da caixa e uma concha de cozinha ou copo para recolhê-las. (Fonte: Apicultura para iniciantes. Emater /PR. 44p. Série Produtor. Curitiba, 2000.) Captura de enxames com iscas www.crieabelhas.com.br(41) 3262 4981crieabelhas@crieabelhas.com.br Na época de enxameação, deve-se procurar o local por onde as abelhas costumam passar. Esses locais podem ser chamados de rotas de enxameação. Deve-se proceder assim:- colocar a caixa ou núcleos devidamente preparados com lâminas de cera nas rotas de enxameação. As abelhas entram sozinhas nas caixas-iscas;- quando a rainha iniciar a postura, transferir as caixas para o apiário.O apicultor poderá também adquirir enxames de outros apicultores, ganhando tempo. Após o enxame ter se estabelecido na colméia, coloca-se cera alveolada no caixilho. O uso de caixilhos sem cera alveolada faz com que as abelhas construam favos atravessados, dificultando o manejo. (Fonte: Apicultura para iniciantes. Emater /PR. 44p. Série Produtor. Curitiba, 2000.) Localização de apiários www.crieabelhas.com.br(41) 3262 4981crieabelhas@crieabelhas.com.br Ao instalar o apiário deve-se observar alguns critérios como:- precisam estar próximos de água limpa, evitando águas paradas;- ter proteção contra ventos fortes que prejudicam as abelhas;- ficar distante de aglomerados residenciais e criações (currais, potreiros, estábulos) e estradas de trânsito intenso;- ficar distantes de indústrias de derivados de cana, balas e similares;- ficar distantes de áreas de lavouras de maracujá (a espécie Apis não poliniza o maracujá, apenas rouba o pólen);- não fazer a instalação do apiário em matas fechadas e sim às margens. (Fonte: Apicultura para iniciantes. Emater /PR. 44p. Série Produtor. Curitiba, 2000.) Instalação do apiário www.crieabelhas.com.br(41) 3262 4981crieabelhas@crieabelhas.com.br As colméias podem ser instaladas sobre cavaletes individuais ou coletivos com as seguintes características:- altura entre 50 e 60 cm do chão, para protege-las contra umidade, formigas, sapos, tatus, iraras e outros predadores;- ter cuidado especial com roubos;- a frente da colméia deve receber o sol da manhã;- distância mínima entre cavaletes é de 2 metros, e 5 metros entre linhas;- nas regiões quentes, instalar nas beiras de matas para que do meio-dia para a tarde a colméia receba sombra;- em capoeiras, abrir faixas de 2 metros de largura e manter intervalos entre as faixas de, no mínimo, 5 metros;- em regiões onde existem animais predadores como irara e tatu, é necessário construir um barracão fechado para instalação de colméias. (Fonte: Apicultura para iniciantes. Emater /PR. 44p. Série Produtor. Curitiba, 2000.) Alimentação Artificial www.crieabelhas.com.br(41) 3262 4981crieabelhas@crieabelhas.com.br A alimentação artificial pode ser utilizada em duas situações: Alimentação de estímulo: é utilizada para incentivar a rainha a aumentar a postura e fortalecer o enxame. É preparada da seguinte maneira: Ingredientes- Duas partes de açúcar cristal- Uma parte de água ou quatro partes de mel- Uma parte de água fervida Modo de fazer Ferver a água, acrescentar açúcar ou mel e mexer até dissolver. Utilizar alimentador Boardmann, fazendo um furo na tampa do vidro de forma que as abelhas levem de 3 a 4 dias para coletar um litro de xarope. A entrada contínua do xarope vai simular uma boa entrada de néctar, estimulando a postura. Essa alimentação deve ser continuada até que o ninho esteja completo. Deve-se fornecer um litro de xarope por semana. Observação: a alimentação não deve ser feita na melgueira e sim no ninho, porque as abelhas armazenam o alimento nos favos mais próximos do alimentador. Alimentação de manutenção: é feita para manter a sobrevivência dos enxames em períodos críticos como invernos rigorosos e períodos chuvosos. Xarope: é preparado da mesma forma que a alimentação de estímulo, usando-se, porém, 3 a 4 furos na tampa do alimentador Boardmann. Deve-se fornecer um litro a cada 15 dias ou dois litros/mês. (Fonte: Apicultura para iniciantes. Emater /PR. 44p. Série Produtor. Curitiba, 2000.)

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