sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Introdução

http://www.scribd.com/mobile/documents/7387249/download?secret_password=i3zujg60bg11e5vuw2s

Cartilha meliponicultura

Vídeos sobre as meliponas

Federação Meliponicultores de SP

Federação reúne apicultores e meliponicultores de São Paulo

Fortalecer a cadeia produtiva do mel para ampliar os negócios e conquistar mais competitividade no País e no mercado internacional. Este é o objetivo da Federação Paulista de Apicultores e Meliponicultores do Estado de São Paulo (Faamesp), que teve a sua primeira diretoria empossada oficialmente durante o IV Encontro dos Apicultores do Vale do Ribeira (Apivale), evento realizado dia 8 de setembro com apoio do Escritório Regional do Sebrae-SP durante a 3ª Feira da Pupunha e do Agronegócio, em Juquiá.
Este novo passo dado por empresários do setor é resultado de um longo trabalho que vem sendo realizado pelo Sebrae-SP em todo o Estado de São Paulo. Na região, o Escritório Regional Vale do Ribeira, por meio do projeto multisetorial Agro – Cadeia de Apicultural, desenvolve ações com 74 apicultores da Associação dos Apicultores do Vale do Ribeira (Apivale) tais como a elaboração do Regimento da Casa do Mel, o curso Gestapi (Gestão de Apiários), além de missões técnicas e articulação de parcerias para o fortalecimento do setor.
“Sem a ajuda do Sebrae-SP não chegaríamos até aqui. Quando começamos este trabalho com a instituição em 2003 produzíamos 40 toneladas de mel por ano em São Paulo. Hoje já são 360 toneladas”, afirmou o presidente da Faamesp, Alcindo Alves, durante a cerimônia de posse da diretoria. A federação vai fazer, inicialmente, um levantamento do número, localização e a produtividade regional de apicultores em todo o Estado. “Hoje temos cerca de 7,8 mil produtores, mas creio que, com a pesquisa, o número chegue a três vezes mais”, disse Alves.
A entidade tem outras metas como a realização do 1º Congresso Paulista de Apicultura e trazer para São Paulo uma edição do Congresso Brasileiro de Apicultura. “Já vamos levar uma missão com 58 participantes para o 42º Congresso Internacional de Apicultura, a Apimondia, que acontece neste mês em Buenos Aires, na Argentina”, destacou o presidente da Faamesp.
“O segmento de apicultura sempre acreditou nas ações do Sebrae e hoje colhe os frutos desse trabalho. Vamos continuar ajudando os apicultores a aperfeiçoarem os seus empreendimentos e a melhorar a capacidade de produção em busca de novos mercados e maior competitividade”, destacou o gerente do Escritório Regional do Sebrae-SP no Vale do Ribeira, Paulo Sergio Brito Franzosi, durante o ato de posse da Faamesp.
Seminário
O IV Encontro dos Apicultores no Vale do Ribeira (Apivale) reuniu cerca de 140 produtores e teve palestras com temas, tais como o “Manejo apícola para alta produtividade” e “Cooperar para competir: aprendendo com as abelhas”. Outra atração foi o “O Caminho das Abelhas”, que mostrou de maneira lúdica como as abelhas produzem mel e forneceu informações aos consumidores da importância de incluir os produtos apícolas na alimentação para beneficio da saúde e bem estar.
Érika Freire e Alessandro Padin - Andreoli MSL Brasil a serviço do Sebrae-SP

Creio que será um movimento muito interessante – apesar de focado apenas no lado econômico da atividade – seria bom se Tb focassem no ecológico e social, para dar o ciclo completo.

 

 

 

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Como se iniciar na atividade

As abelhas produzem mel para armazenar como alimento, assegurando assim a sobrevivência da colónia durante o Inverno. Um apicultor tem como objetivo levar as suas abelhas a produzirem mais do que o necessário para poder então dispor do excedente. Para tal, proporciona-lhes instalações adequadas, trata-as cuidadosamente e certifica se de que têm alimento suficiente no Inverno. Nesse sentido, e em situações de extrema necessidade, resultantes de esgotamento de reservas invernais ou de condições adversas, o apicultor poderá, eventualmente, ter de lhes fornecer uma certa quantidade de alimento xarope à base de açúcar enriquecido com vita­minas. Um apicultor amador pode esperar obter, em média, de uma única colmeia, de 10 a 30 kg de mel por ano.

Como se iniciar na apicultura


Comece por inscrever-se numa associação local de apicultores. Em seguida, tente conhecer outros membros que habitem nas imediações e que o deixem tomar contacto com o trabalho e descobrir se gosta realmente de abelhas. Se não gostar, talvez seja melhor arranjar outro passatempo. Se tudo indicar que você e as abelhas são compatíveis, aprenda o mais que puder sobre a melhor localização das colmeias, como gerir a colónia, corno trabalhar com um enxame e recolher o mel.

O equipamento necessário incluindo as abelhas pode custar algum dinheiro, poderá, no entanto, gas­tar menos comprando um equipamento em segunda mão, mas em bom estado, a um apicultor local. Comece com um núcleo, um pequeno número de abelhas com uma jovem rainha , que pode adquirir a um produtor comercial ou numa associação de apicultores; a melhor altura é no início da Primavera ou, se não for possível, no início de uma floração melífera local.

A colmeia.


Uma colmeia é constituída por diversas alças de madeira abertas em cima e em baixo e empilhadas umas sobre as outras. As alças contêm uma série de caixilhos quadros onde as abelhas fabricam os favos. Os favos das alças superiores são utilizados para o armazenamento do mel; as alças inferiores formam a câmara de criação, onde a rainha põe os ovos e onde nascem as novas abelhas. Comece sempre com poucas colmeias, e, no ano seguinte, talvez precise de mais algumas para realojar as suas abelhas, se estas tiverem enxameado (formado um novo enxame), possibilitando assim a criação de uma nova colónia.

Existem vários tipos de colmeias, mas a do tipo reversível é talvez a melhor para o principiante.

Vestuário protector (isso sé é necessário para as que tem ferrão)
O mais importante é uma máscara ou um véu contra abelhas feito de rede ou plástico, preso a um chapéu de abas largas para o manter afastado do rosto e do pescoço, O véu deve chegar aos ombros para que não fique qualquer abertura por onde as abelhas possam entrar.

Proteja o corpo com um fato-macaco de fecho éclair que tenha punhos bem justos; nos tornozelos meta as calças dentro de meias grossas ou botas altas.

As luvas protegem as mãos, mas tornam difícil a execução de tarefas delicadas. É possível trabalhar sem luvas: se lidar cuidadosamente com as abelhas, é pouco provável que seja picado, ou, pelo menos, não o será com frequência, desde que as condições climatéricas sejam favoráveis (nunca em dias ventosos).

Fumigador
É um utensílio constituído por um recipiente em que se queima madeira seca, trapos ou, preferencialmente, rama de cedro ou cipreste, por uma tampa em funil e um fole para bombear o fumo. Utilize um fumigador grande que produza fumo durante o mais tempo possível. Um funil inclinado é o que dá melhores resultados.



Alavanca do apicultor, ou raspador


Este instrumento de aço tem um raspador numa das extremidades e uma lamina chata na outra. Serve para raspar o própolis (verniz próprio das abelhas) e também para separar as alças que formam a colmeia e raspar a cera dos quadros.


Saca-quadros, ou levanta-quadros


É formado por duas pegas com uma mola e serve para levantar os quadros.

Alimentador


Para sobreviverem durante o Inverno, as abelhas são alimentadas com xarope de açúcar. Existem vários tipos de alimentadores, mas é possível fabricar um fazendo pequenos orifícios numa lata com tampa por forma que o xarope possa escorrer.

Como lidar com as picadas das abelhas (quem vai criar as abelhas sem ferrão não precisam se preocupar com isso)

Existem alguns casos, raros, de pessoas hiperalérgicas às picadas de abelhas, que sofrem tonturas e podem mesmo entrar em coma. Se é dos que reage anormalmente, procure rapidamente um médico ou vá ao hospital. A reacção usual é de dor na zona da picada seguida de um inchaço; no entanto, a maioria dos apicultores depressa se torna imune embora sentindo dor, na zona da picada deixa de se verificar inchaço.

Retire o ferrão, puxando-o com a unha para fora da pele. Não o agarre para o puxar, pois assim libertará mais veneno para o interior do corpo. A dor imediata pode ser suavizada aplicando um creme anti-histamínico ou uma solução de bicarbonato de sódio e água (uma colher de chá de bicarbonato de sódio para um copo de água).

Oasis: Liam apoia a acampanha "salvem as abelhas"

 

Liam Gallagher, vocalista do OASIS, saiu em apoio de uma campanha para salvar as abelhas

e evitar que elas desapareçam. O músico resolveu aderir ao movimento porque recentemente

fez um tratamento à base de mel, após perder a voz antes dos shows marcados para o 'V Festival'.

 

"As abelhas estão desaparecendo. Temos que salvá-las antes que seja tarde. É uma causa realmente

 importante”, disse Liam.

 

Por Jorge A. Silva Junior | Em 03/10/09 | Fonte: NME

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Plano Bee

A população de abelhas vem diminuindo em todo o mundo – só no Reino Unido, elas caíram pela metade nos últimos vinte anos e, no ano passado, um quinto das colônias de abelhas não sobreviveram ao inverno. No entanto, cientistas e apicultores desconhecem o motivo real desse fenômeno, mas apontam possibilidades: alterações climáticas, uso de pesticidas, presença de espécies de abelhas não nativas, vírus e um ácaro conhecido como Varroa.

O assunto é sério, já que, por meio da polinização, as abelhas contribuem com a geração de um terço da comida do planeta.

Por isso, as cooperativas do Reino Unido desenvolveram um movimento que ficou conhecido como “Plan Bee” – uma brincadeira com a expressão plano b e a palavra bee, que significa abelha, em inglês.

Algumas estratégias já estão em prática: uma ação contra os pesticidas, um fundo de pesquisa voltado para o tema e uma campanha para conscientizar as pessoas sobre o assunto, de modo que todos possam cuidar da sobrevivência das abelhas em seus jardins, plantar mais flores e mesmo se transformar em apicultores urbanos.

No último domingo, foi postado, no youtube, um vídeo sobre o primeiro outdoor feito com 10 mil abelhas vivas, para chamar a atenção para a causa.
Revista Superinteressante

Salvem as abelhas!

texto de José de Souza Castro:

Uma boa notícia para os que se preocupam com o extermínio das abelhas polinizadoras, um fenômeno que vem sendo observado nos últimos anos em todo o mundo e que ameaça a produção de frutas e outros alimentos: a Bayer CropScience anunciou hoje, no site da gigante alemã da indústria química o fechamento de fábricas de pesticidas nos Estados Unidos.

Nos últimos três anos, a Bayer vem enfrentando a pressão de criadores de abelhas e de ecologistas em geral. Alguns de seus pesticidas já foram proibidos na Alemanha e em outros países, como França e Itália, como suspeitos de provocar a desorientação das abelhas que, depois de polinizar as plantas poluídas com inseticidas produzidas pela Bayer, não conseguem retornar à colméia e morrem aos milhões, mundo afora.

O problema se tornou tão sério que foi criada na Alemanha a ONG Coalizão contra os Perigos da Bayer que, em agosto de 2008, denunciou ao Ministério Público de Freiburg, por causa da mortandade das abelhas, o presidente do Conselho de Administração da empresa, Werner Wenning, que se aposentou em setembro passado depois de trabalhar na Bayer por 45 anos.

Antes de sair, Wenning tentou melhorar a imagem da empresa. Os leitores brasileiros de revistas semanais puderam ler recentemente várias páginas de anúncios da Bayer e suas ações relacionadas com a responsabilidade social. Antes, lançou um relatório de 110 páginas, em inglês, com o mesmo objetivo. Quem fatura mais de 30 bilhões de euros por ano pode tudo, até vender uma boa imagem…

Em agosto de 2010, a empresa foi obrigada, no entanto, a firmar um acordo com a EPA (U.S. Environmental Protection Agency) para suspender a produção de Temik®, Methomyl e Carbofuran, o que levou agora a anunciar o fechamento de fábricas de pesticidas em território americano. O governo alemão já havia proibido a fabricação em seu território de oito produtos Bayer.

No Brasil, a empresa continua livre de qualquer ameaça por parte do governo.

Até quando, não se sabe. Uma ONG internacional, a Avaaz, está recolhendo assinaturas em uma petição para salvar as abelhas, a ser dirigida a governos de países onde os produtos suspeitos de matá-las são produzidos ou vendidos. No fim de semana, logo após o lançamento na Internet, foram obtidas mais de 500 mil adesões. Mais informações AQUI.

Movimentos Globais pelas abelhas

Há uma série de organizações trabalhando pela causa das abelhas.

Veja abaixo algumas:

http://www.save-bee.com

https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/?cl=898872893&v=8130

http://www.helpthehoneybees.com/ (campanha da Haagen-Dazs)

Itália proibe agrotóxicos neonicotinóides associados à morte de abelhas:
http://www.ecodebate.com.br/2008/09/22/italia-proibe-agrotoxicos-ne...

O desaparecimento das abelhas melíferas:
http://www.naturoverda.com.br/site/?p=180

Alemanha proíbe oito pesticidas neonicotinóides em razão da morte maciça de abelhas:
http://www.ecodebate.com.br/2008/08/30/alemanha-proibe-oito-pestici...

Campos silenciosos:
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/campos_silenciosos_imprimi...



Há muitas outras.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

TED Louie Schwartzbeg: A beleza oculta da polinização

O processo de polinização é vital para a vida na Terra, e ainda assim quase nunca é visto pelo olho humano. Nessa curta apresentação no TED, o cineasta Louie Schwartzberg mostra o intricado mundo do pólen e polinizadores com maravilhosas imagens em alta velocidade do seu filme "Wings of Life" (Asas da Vida, em tradução livre), inspirado no desaparecimento de uma das principais polinizadoras da natureza: a abelha.

Para Schwartzberg, muitas vezes nos esquecemos ou não damos a devida importância a coisas pequenas, mas fundamentais para a nossa existência – e a polinização é uma delas. “E não é possível contar a história dos polinizadores, abelhas, morcegos, beija-flores, borboletas, sem contar a história sobre a invenção das flores e como elas co-evoluíram ao longo de 50 milhões de anos”, afirma.

O cineasta conta um pouco sobre sua experiência de 35 anos filmando flores 24 horas por dia, sete dias por semana, e sobre a paixão por essa “história de amor que alimenta a Terra”. Schwartzberg nos lembra que somente observando essa relação é possível perceber como fazemos parte da natureza, e não estamos separados dela.

Por isso, quando soube do desaparecimento das abelhas, ele resolver agir. “Nós dependemos dos polinizadores para mais de um terço das frutas e vegetais que comemos. E muitos cientistas acreditam que é o problema mais sério da raça humana. É como um aviso de algo muito ruim. Se elas desaparecerem, nós também iremos. Nos lembra que fazemos parte da natureza e precisamos cuidar dela”, afirma.

Assim, Schwartzberg iniciou uma longa pesquisa com diversos cientistas para descobrir o funcionamento dos processos de polinização, suas motivações e consequências, e descobriu que se trata de um mecanismo criado pela natureza para que a vida não acabasse e seguisse uma evolução eterna.

Impressionado com as descobertas e a força da natureza, ele começou a filmar esse “cruzamento entre o mundo animal e o mundo vegetal”, que segundo Schwartzberg é um momento mágico. “É o momento místico onde a vida se regenera, de novo e de novo”.

Para concluir sua apresentação, o cineasta mostra algumas das imagens impressionante do seu filme. “Espero que você bebam, tuítem, e plantem algumas sementes para polinizar um jardim amigável. E sempre tirem tempo para cheirar as flores, e deixe-as enchê-los de beleza, e que vocês redescubram o senso de encanto”.

Vamos ajudar a natureza a cumprir o papel de propagar a vida ... inclusive a humana! Adote uma colméia, ou duas na sua casa!

Assista abaixo à palestra na íntegra (para ver com legenda em português, selecione a opção ao lado do play):

(Pulem a parte que ele apresenta pois esta no texto acima e vejam apenas as imagens que são sensacionais!

http://www.youtube.com/watch?v=eqsXc_aefKI

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Desaparecimento de abelhas preocupa produção alimentícia no mundo

Ninguém sabe ninguém viu. Até as Nações Unidas já estão preocupadas com o sumiço das abelhas das colméias. Muitos estudiosos cogitam hipóteses, como a inserção dos petógenos, que podem ter causado a morte dos insetos, as transformações nas áreas rurais e o ácaro Varroa, que pode também ter causado a morte desses animais. O fato é que das 100 espécies de lavoura que produzem 90% dos alimentos do mundo, mais de 70 são polinizadas por abelhas, e elas estão desaparecendo.

A ONU, por meio de sua Agência Ambiental, divulgou nesta quinta-feira, 11 de março, um relatório que informa que o número de abelhas no planeta tende a continuar caindo. Isso porque, segundo o órgão, o homem não tem oferecido condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento desses animais tão importantes na polinização das lavouras.

"As abelhas ressaltam a realidade de que somos mais dependentes dos serviços da natureza em um mundo que está perto dos sete milhões de habitantes.", foi o que afirmou Achim Steiner, diretor executivo da agência ambiental da ONU. Para ele, "os seres humanos fabricaram a ilusão de que no século 21 eles teriam desenvolvido tecnologias o suficiente a ponto de se tornarem independentes da natureza", criticou o diretor.

A queda no número de abelhas é realmente significativa. Só nos EUA, as colônias para produção de mel caíram de 5,5 milhões em 1950 para 2,5 milhões em 2007. Na América do Norte, as perdas registradas desde 2004 deixaram o continente com o menor nível de polinizadores manejados dos últimos 50 anos.

Europa, Oriente Médio e partes da Ásia sofrem também com o desaparecimento das abelhas. Nesses locais, existe uma explicação para o sumiço. O ácaro Varroa destruiu várias colônias nesta região. Porém, o ácaro não é a causa do desaparecimento das abelhas na América do Sul, África e Austrália, que possuem índices de perda de colônias igualmente relevantes.

O relatório produzido, que pediu incentivos aos proprietários e fazendeiros atingidos pelo sumiço, declarou a necessidade de se restabelecer o habitat desses insetos, inclusive colocando nas terras flores essenciais para a sobrevivência dos animais.

Para Peter Neumann, co-autor do documento, as colônias manejadas e a criação em escala industrial podem ser as soluções. Mas, segundo ele, faz-se necessário uma mudança de comportamento do homem em relação a todo o meio ambiente que envolve estes animais. "Nós precisamos ficar atentos sobre o modo como manejamos essas colônias, mas talvez mais importante que isso, precisamos manejar melhor o planeta e as paisagens, para recolocar as populações de abelhas selvagens em níveis salutares com custo-benefício aceitável ", alertou Neumann.

Brasil

No Brasil, as reclamações na Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores (Faasc) foram tantas que a Federação resolveu criar uma comissão para avaliar o sumiço das abelhas.

“A média de perda de colmeias relatada gira em torno de 30%", informou Afonso Inácio Orth, professor do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e membro da comissão. Segundo ele, as queixas vieram do litoral sul e da Grande Florianópolis e que o percentual de perda de 30% é significativo, já que a perda no manejo gira normalmente em torno de 5 a 15%.

As causas do fenômeno ainda não foram descobertas. Novos inseticidas, aparição de vírus, problemas com a variabilidade genética, falta de alimentos, fungicidas e o grande manejo foram hipóteses apenas citadas, nada ainda foi comprovado pela comissão.

As informações são do Estadão

Histórico Brasil

As abelhas do gênero Apis não sendo nativas do continente americano, foram trazidas para o Brasil no início do século XIX, pelo Padre Antônio Pinto Carneiro, com autorização do Imperador D. Pedro II. As colônias de abelhas teriam chegado ao Brasil procedentes do Porto, Portugal. Das 100 colméias embarcadas, apenas sete sobreviveram à viagem, e aqui logo proliferaram, dando início à apicultura nacional. Foram introduzidas no Estado do Rio de Janeiro, expandindo-se para o sul pelos padres jesuítas. Mais tarde, com a vinda de imigrantes europeus italianos, alemães e espanhóis, intensificou-se no Brasil a criação de abelhas européias, popularmente conhecidas por "Europa". Em virtude da decadência genética e conseqüente falta de produtividade da abelha européia, o governo brasileiro formalizou pedido para o então Professor Pesquisador Dr. Warwick E. Kerr, para averiguar a veracidade das notícias de alta produtividade das abelhas africanas. O pesquisador permaneceu por três meses observando e acompanhando o trabalho e o comportamento das raças africanas. Em 1956, a equipe do professor Kerr trouxe para o Brasil duas subespécies de abelhas africanas: a Apis mellifera capensis e a Apis mellifera adansonii. Descobriu-se mais tarde que ocorreu a introdução da Apis mellifera scutellata e não da Apis mellifera adansonii. No período de observação pela pesquisa, essas abelhas enxamearam, expandindo-se por todo o continente. Durante a década de 60, em função de seu comportamento defensivo, foram chamadas de abelhas assassinas. Nas outras duas décadas, já aclimatadas, com a mistura de raças: européia e africana, e recebendo o manejo adequado, revelaram sua alta capacidade de produção e resistência a doenças e parasitas. (Fonte: Apicultura para iniciantes. Emater /PR. 44p. Série Produtor. Curitiba, 2000.) Instruções de uso para fumigadorwww.crieabelhas.com.br(41) 3262 4981crieabelhas@crieabelhas.com.br Para carregar e acionar o fumigador proceda da seguinte maneira: como carburante usar cepilho de madeira, casca de árvores, galhos finos triturados, sabugo de milho triturado, folhas secas de eucalipto, bagaço de cana de açúcar seco, resíduos triturados de eucatex, duratex ou outros produtos triturados (não usar sobras de MDF aglomerado). Comece carregando o fumigador até dois terços, coloque alguns carvões acesos sobre a carga, completando-a com o restante do carburante. Acionar lentamente o fole que, soprando sob a grelha produzirá baforadas de fumaça limpa. Após o uso retire sempre a tampa do fumigador enquanto ainda quente. Nunca o esvazie em áreas com risco de incêndio. O fumigador com boa fumaça é o domesticador das abelhas, use-o porém, racionalmente e nunca em excesso.
Uso do Fumigador www.crieabelhas.com.br(41) 3262 4981crieabelhas@crieabelhas.com.br A fumaça tem a função de acalmar as abelhas. Dá a elas a impressão de incêndio, fazendo com que encham o estômago de mel, preparando-se para uma viagem iminente. Com o estômago cheio fica mais difícil defenderem a colméia e dobrarem o abdômen para a ferroada. A fumaça desorienta as abelhas, confundindo o cheiro da colônia e atrapalhando a união das mesmas. Usar no fumigador somente produtos que não deixem cheiro como madeira não resinosa (erva-mate, cedro, eucalipto, etc.). Nunca usar óleo queimado ou combustíveis automotivos, porque deixam cheiro que podem impregnar o mel e prejudicar as abelhas. Pode-se acrescentar algumas ervas ao fumigador para melhorar o cheiro, tais como: capim cidreira, erva de Santa Maria, folhas de eucalipto e outras. Completar com pelo menos 10 centímetros de maravalha úmida, para manter a fumaça fria. (Fonte: Apicultura para iniciantes. Emater /PR. 44p. Série Produtor. Curitiba, 2000.) Captura de enxames fixos ou estabelecidos www.crieabelhas.com.br(41) 3262 4981crieabelhas@crieabelhas.com.br São enxames que já estão em algum local e as abelhas já construíram favos e realizam o trabalho rotineiro da colméia. Para aproveitar esses enxames, deve-se utilizar: ninho (com caixilhos) com fundo e tampa; fumigador; faca para cortar os favos; barbante para amarrar os favos nos caixilhos; materiais necessários para abrir caixas rústicas ou alojamentos naturais; roupa de proteção completa; vasilha com tampa para recolher os favos de mel; vasilha para recolher os favos velhos que sobrarem da amarração. Procede-se da seguinte maneira: - dar algumas baforadas de fumaça no alojamento natural pelas frestas existentes e no lugar de acesso das abelhas;- abrir o alojamento ou a caixa rústica;- remover as abelhas até chegar aos favos com crias;- cortar os favos um a um e transferir aqueles com crias e os favos perfeitos para a colméia, amarrando-os nos quadros com barbante;- os favos velhos devem ser utilizados para derretimento e obtenção de cera;- os favos com mel podem ser aproveitados para a retirada do mel e posterior alimentação das abelhas;- amarrar os favos com pólen;- transferir o maior número possível de abelhas para a colméia;- os últimos favos, onde deve estar a rainha, devem ser manipulados com cuidado para não prejudica-la;- a rainha deve ser transferida também para a colméia;- a colméia deverá permanecer no local até que a maioria das abelhas se recolham para dentro da caixa. Após isso, pode ser transferida para o apiário.A captura de enxames deve ser feita durante o dia, quando as operárias-campeiras estão em atividade. Porém, qualquer transferência de local deve ser feita à noite para levar as operárias-campeiras. Transferir a distâncias superiores a 1500 metros. É importante alimentar o enxame recém-capturado. É importante, também, inspecionar a colméia após dois a três dias para confirmar a presença da rainha. Caso a rainha não esteja, o apicultor deve colocar na colméia um caixilho de outra caixa com ovos e larvas de até três dias, para que as operárias puxem nova rainha. Pode-se colocar, ainda, um caixilho com rainha prestes a nascer. Importante Quando o enxame se localiza em agrupamentos residenciais, deve-se tomar cuidado especiais de segurança, para evitar acidentes com curiosos ou moradores próximos. (Fonte: Apicultura para iniciantes. Emater /PR. 44p. Série Produtor. Curitiba, 2000.) Captura de enxames voadores www.crieabelhas.com.br(41) 3262 4981crieabelhas@crieabelhas.com.br Durante o ano é possível encontrar enxames que estão viajando em busca de nova moradia e descansando em galhos ou troncos de árvores. Pode-se aproveitar esses enxames da seguinte maneira:- usar um núcleo ou colméia vazia já preparada;- colocar a colméia abaixo e próxima do enxame;- sacudir o galho da árvore até que as abelhas caiam dentro da colméia;- colocar na colméia um favo de ninho com crias novas e mel;- transferir a colméia para o apiário;- é importante alimentar as abelhas para que elas iniciem a construção de favos e aceitem a nova moradia.Quando o local onde estão as abelhas não pode ser sacudido, deve-se usar uma escova de cerdas finas e flexíveis para jogá-las dentro da caixa e uma concha de cozinha ou copo para recolhê-las. (Fonte: Apicultura para iniciantes. Emater /PR. 44p. Série Produtor. Curitiba, 2000.) Captura de enxames com iscas www.crieabelhas.com.br(41) 3262 4981crieabelhas@crieabelhas.com.br Na época de enxameação, deve-se procurar o local por onde as abelhas costumam passar. Esses locais podem ser chamados de rotas de enxameação. Deve-se proceder assim:- colocar a caixa ou núcleos devidamente preparados com lâminas de cera nas rotas de enxameação. As abelhas entram sozinhas nas caixas-iscas;- quando a rainha iniciar a postura, transferir as caixas para o apiário.O apicultor poderá também adquirir enxames de outros apicultores, ganhando tempo. Após o enxame ter se estabelecido na colméia, coloca-se cera alveolada no caixilho. O uso de caixilhos sem cera alveolada faz com que as abelhas construam favos atravessados, dificultando o manejo. (Fonte: Apicultura para iniciantes. Emater /PR. 44p. Série Produtor. Curitiba, 2000.) Localização de apiários www.crieabelhas.com.br(41) 3262 4981crieabelhas@crieabelhas.com.br Ao instalar o apiário deve-se observar alguns critérios como:- precisam estar próximos de água limpa, evitando águas paradas;- ter proteção contra ventos fortes que prejudicam as abelhas;- ficar distante de aglomerados residenciais e criações (currais, potreiros, estábulos) e estradas de trânsito intenso;- ficar distantes de indústrias de derivados de cana, balas e similares;- ficar distantes de áreas de lavouras de maracujá (a espécie Apis não poliniza o maracujá, apenas rouba o pólen);- não fazer a instalação do apiário em matas fechadas e sim às margens. (Fonte: Apicultura para iniciantes. Emater /PR. 44p. Série Produtor. Curitiba, 2000.) Instalação do apiário www.crieabelhas.com.br(41) 3262 4981crieabelhas@crieabelhas.com.br As colméias podem ser instaladas sobre cavaletes individuais ou coletivos com as seguintes características:- altura entre 50 e 60 cm do chão, para protege-las contra umidade, formigas, sapos, tatus, iraras e outros predadores;- ter cuidado especial com roubos;- a frente da colméia deve receber o sol da manhã;- distância mínima entre cavaletes é de 2 metros, e 5 metros entre linhas;- nas regiões quentes, instalar nas beiras de matas para que do meio-dia para a tarde a colméia receba sombra;- em capoeiras, abrir faixas de 2 metros de largura e manter intervalos entre as faixas de, no mínimo, 5 metros;- em regiões onde existem animais predadores como irara e tatu, é necessário construir um barracão fechado para instalação de colméias. (Fonte: Apicultura para iniciantes. Emater /PR. 44p. Série Produtor. Curitiba, 2000.) Alimentação Artificial www.crieabelhas.com.br(41) 3262 4981crieabelhas@crieabelhas.com.br A alimentação artificial pode ser utilizada em duas situações: Alimentação de estímulo: é utilizada para incentivar a rainha a aumentar a postura e fortalecer o enxame. É preparada da seguinte maneira: Ingredientes- Duas partes de açúcar cristal- Uma parte de água ou quatro partes de mel- Uma parte de água fervida Modo de fazer Ferver a água, acrescentar açúcar ou mel e mexer até dissolver. Utilizar alimentador Boardmann, fazendo um furo na tampa do vidro de forma que as abelhas levem de 3 a 4 dias para coletar um litro de xarope. A entrada contínua do xarope vai simular uma boa entrada de néctar, estimulando a postura. Essa alimentação deve ser continuada até que o ninho esteja completo. Deve-se fornecer um litro de xarope por semana. Observação: a alimentação não deve ser feita na melgueira e sim no ninho, porque as abelhas armazenam o alimento nos favos mais próximos do alimentador. Alimentação de manutenção: é feita para manter a sobrevivência dos enxames em períodos críticos como invernos rigorosos e períodos chuvosos. Xarope: é preparado da mesma forma que a alimentação de estímulo, usando-se, porém, 3 a 4 furos na tampa do alimentador Boardmann. Deve-se fornecer um litro a cada 15 dias ou dois litros/mês. (Fonte: Apicultura para iniciantes. Emater /PR. 44p. Série Produtor. Curitiba, 2000.)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Abelhas para um mundo mais verde!

As abelhas estão morrendo em várias áreas rurais em todo mundo desde 2006.

Em cinco continentes o sintoma é o mesmo. Colônias com poucos indivíduos maduros, ou absolutamente sem indivíduos. A rainha permanece viva e não há abelhas mortas na colméia.

O fenômeno começou na Europa, mas afeta hoje principalmente os Estados Unidos. Mais da metade dos estados americanos perderam entre 50% e 90% das abelhas (de um total de 2,4 milhões de colônias comerciais, cada uma com cerca de 30 mil apídeos).

O grande mistério é que não há corpos. Elas simplesmente desaparecem, diz a agência AFP. O culpado pode ser o vírus da paralisia aguda (IAPV, na sigla em inglês), de origem israelense. É o que diz um estudo da Universidade Estadual da Pensilvânia publicado na revista científica americana Science.

Por que as abelhas são vitais para o ser humano? Essenciais para a agricultura, elas polinizam cerca de 90 tipos de frutas, vegetais e a soja. Assim, os vegetais crescem fortes e ricos em vitaminas. "Sem as abelhas, o homem pode desaparecer em quatro anos", disse Albert Einstein, numa previsão catastrofista, na primeira metade do século 20.

Em função disso, surgiu um movimento mundial para acolher as abelhas nas cidades. Esse movimento tem crescido, com adeptos e associações que promovem o cultivo das abelhas até como atividade de lazer e mesmo econômica, muito lucrativa.

Esse blog tem como objetivo disseminar e ampliar esse movimento, trazendo adeptos de todas as partes do mundo. Disseminar a idéia de que cada família pode adotar pelo menos 1 colônia de abelhas, ainda mais que no Brasil temos a sorte de ter mais de 200 espécies de abelhas sem ferrão.

Vamos ter abelhas como nossos pets, que trabalham para nós e para o meio ambiente.

Blogs interessantes sobre as meliponas

www.abelhasdosabugi.blogspot.com

http://meliponariodosertao.blogspot.com/2009/05/especial-abelhas-sem-ferrao-urucu.html

Revista: http://www.oapicultor.com/


http://www.ecolmeia.org.br/blog/

Abelha sem ferrão

Dócil e de fácil manejo, pode ser criada até no quintal de residências e próxima a animais domésticos
por Texto João Mathias | Consultor Pierre J. Alonso*

Uruçu é uma das espécies indígenas indicadas para a criação
Ferroada de abelha dói e ninguém gosta de levar. No entanto, quem se interessa em criar o inseto e não quer correr risco de receber uma picada pode optar pelas espécies que possuem o ferrão atrofiado. Entre as mais conhecidas, estão as pertencentes à subfamília Meliponinae, com mais de 200 variedades. Também chamadas de abelhas indígenas ou sem ferrão, elas recebem diferentes nomes populares de acordo com a região onde estão localizadas.

A meliponicultura, como é denominada essa criação, já era conduzida pelos indígenas. Hoje, a atividade é praticada por pequenos e médios produtores de todas as regiões, com destaque para o Nordeste, onde é importante fonte de renda devido à venda de mel.

O produto, cujo preço do litro pode chegar a R$ 100, é mais fluido e cristaliza-se mais lentamente que o da Apis mellifera, a abelha de origem europeia. Com a adoção de técnicas adequadas, é possível coletar de cinco a oito litros ao ano por caixa (usada para substituir os ninhos onde as abelhas se reproduzem e fabricam o mel).

A criação de abelhas sem ferrão tem baixo custo e manejo fácil. Como as espécies são dóceis, não é necessário o uso de roupas e equipamentos de proteção para lidar com elas. Outra vantagem é que a atividade pode ser realizada até em áreas urbanas, como o quintal de uma residência, convivendo com pessoas e animais domésticos, desde que haja vegetação na vizinhança. Essas espécies vivem em colônias compostas por muitas operárias, que são as responsáveis pela construção e manutenção das colmeias, e por uma rainha geradora de ovos, que dão origem a novas abelhas.

Os ninhos, em geral, são instalados em troncos e galhos de árvores, mas também podem ser encontrados em mourões de cerca, alicerces de construção, cupinzeiros e locais subterrâneos, como formigueiros.

Com ou sem ferrão, as abelhas têm uma função importante na natureza. São polinizadoras de plantas, permitindo a floração e a produção de sementes e frutos.



RAIO X

CRIAÇÃO MÍNIMA: 2 caixas para criação caseira e 40 para atividade comercial
CUSTO: caixas prontas custam R$ 50 cada
RETORNO: dependendo da época da florada, a primeira coleta pode ser feita em 6 meses
REPRODUÇÃO: necessário haver diferentes colônias, para não ocorrer cruzamento entre parentes


MÃOS À OBRA

INÍCIO: buscar orientação de técnicos e visitar outros meliponicultores são sugestões para quem tem interesse em iniciar a atividade, além de conhecer as regras do Ibama para o registro dos criatórios. Clima quente e pouco inverno são ideais para a criação – Norte e Nordeste têm ambientes mais adequados à atividade.

ESPÉCIES: entre as mais destacadas, estão uruçu, mulatinha-do-chão, mombuca, mandaçaia-do-chão, arapuá, jataí ,manduri, mandaguari, timirim, iraí, mirim, cupira, tiúba e jandaíra.

CAPTURA: é importante que as abelhas sem ferrão sejam capturadas sem destruir as colônias ou os locais onde os ninhos estão instalados. Uma opção é fazer uma abertura na árvore, para coletar o material, e, em seguida, fechá-la com o uso de resina vegetal. Caixas-iscas são usadas em áreas de desmatamento mediante autorização do Ibama. Também podem ser compradas de criadores licenciados.

NINHOS: essas abelhas podem ser criadas em caixas rústicas de madeira com tamanhos variados. Devem ficar a uma distância mínima de 0,5 metro entre si em prateleiras e de 1,5 metro em cavaletes individuais. Também podem ser usados outros materiais para a instalação das abelhas, como cabaças. Dentro, coloque um pouco de cerume e resina retirados de outras colônias para atrair o enxame.

AMBIENTE: pode-se usar um galpão dotado de prateleiras com fácil acesso, fonte de água limpa nas proximidades e proteção contra ventos. Deve ficar perto de plantações – as abelhas costumam voar de 800 metros a 1,5 quilômetro em busca de alimento –, mas que não recebam pulverizações de agrotóxicos.

CUIDADOS: sem ferrão, essas abelhas se defendem como podem. Ameaçadas, enrolam-se nos cabelos e nos pelos, entram em ouvidos, nariz e olhos e também lançam substâncias resinosas que ardem a pele.

ALIMENTAÇÃO: em períodos sem flores, a sugestão é fornecer mel de Apis mellifera. Dissolva oito partes do produto para duas partes de água limpa em um recipiente ou use um xarope obtido da mistura de uma parte de açúcar, ou rapadura, e outra de água. Leve ao fogo até ferver e, quando esfriar, introduza na colmeia em um alimentador (pode ser feito com um pedaço de mangueira transparente com as pontas fechadas com algodão

REPRODUÇÃO: sensíveis ao cruzamento entre parentes, as abelhas sem ferrão devem ser criadas num ambiente em que haja muitas colmeias ou próximo de matas com enxames nativos

*Pierre J. Alonso é zootecnista, tel. (11) 9621-7725, pierre.alonso@uol.com.br

Onde adquirir: A Associação Paulista de Apicultores Criadores de Abelhas Melíficas Europeias (Apacame) indica produtores, Rua Dona Germaine Buchard, 208, CEP 05002-061, São Paulo, SP, tel. (11) 3862-2163, apacame@apacame.org.br