sexta-feira, 29 de junho de 2012

10 inovações "verdes" das Olimpíadas de Londres

Nossos prefeitos poderiam aprender com Londres, há tantas coisas que podem ser feitas para aumentar nossa chance de permanecer no planeta! Tomara que a mídia dê destaque para isso, e chegue aos ouvidos dos nossos dirigentes. Dirigentes: aprendam com a Olimpíada de Londres e copiem (é mais barato e tem maior chance de sucesso).

 

Aeroporto com carrinhos elétricos

O principal aeroporto da cidade, o Heathrow Iternational – que deve receber pelo menos 80% de todos os atletas, dirigentes e espectadores das Olimpíadas -, inaugurou um sistema de carrinhos elétricos, que dispensam motorista, usados para levar os passageiros do aeroporto aos bolsões de estacionamento e vice-versa. Cada veículo, que comporta até quatro pessoas, trafega sobre uma pista exclusiva a uma velocidade de até 40 km/h e tem emissão reduzida de poluentes.

Ao passageiro, cabe o simples trabalho de acionar em uma tela o destino desejado. O tempo da viagem entre o terminal e o estacionamento é de cerca de quatro minutos. Os “Ultra”, como são chamados, fazem parte do programa “Sistema de trânsito pessoal rápido” (PRT, na sigla em inglês) e substituíram alguns dos ônibus a diesel usados para transporte de passageiros no aeroporto. Além do ganho ambiental óbvio, o sistema ajuda a evitar lotações e diminuir o tempo de espera. Uma solução prática, eficiente e sustentável.

Arenas recicláveis

Depois de um grandioso espetáculo cheio de pirotecnia em 2008, Pequim ainda não encontrou finalidades para alguns de seus estádios. Para não cometer o mesmo erro, Londres evitou as sedutoras megaconstruções olímpicas que, além de pressionar o orçamento, se tornam muitas vezes um problemão após as competições. Exemplo disso é a arena que abrigará os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de basquete. Erguida dentro dos padrões da construções sustentáveis - que balizaram todo o projeto inglês - a arena é totalmente reciclável. Ao final dos jogos, toda sua estrutura - dos bancos às quadras, passando pelo esqueleto de mil toneladas de aço e a cobertura inflável de PVC branca - poderá ser desmontada e reutilizada em outras instalações esportivas pelo país. A arena que vai sediar a modalidade pólo aquático também segue a mesma premissa de temporalidade. Erguida a partir de materiais de plástico reciclado, ela será desmontada ao término dos jogos.

Lixeiras high tech para transmitir notícias

Em fevereiro, Londres instalou um moderno e inovador sistema de coleta seletiva: lixeiras inteligentes equipadas com duas telas LCD uma em cada lado, que são sensíveis ao toque e transmitem notícias em tempo real. Diariamente, das 6h às 23h59, os aparelhos de coleta seletiva reproduzem informações do mercado financeiro, meio ambiente, de cultura e arte, generalidades e previsões do tempo. Há planos, inclusive, de garantir conectividade Wi-Fi na temporada dos jogos olímpicos. A ideia por trás da atratividade do aparelho é uma só: chamar atenção da população para aumentar a taxa de reciclagem da cidade.

Recompensa para quem andar de bicicleta ou a pé

Imagine ser recompensado monetariamente por deixar o carro em casa e ir a pé ou de bicicleta para o trabalho? Com a aproximação dos jogos olímpicos, essa é a tática que a prefeitura de Londres pretende adotar para estimular a mobilidade sustentável, reduzir a poluição e os níveis de congestionamento. Por trás do bônus verde está a empresa Recyclebank que, em parceria com a companhia de transporte municipal Transport for London (TfL), criou um aplicativo para smartphone capaz de mensurar e pontuar os deslocamentos por meios alternativos de cada pessoa. Quando um usuário digita o destino de sua viagem, o app re.route sugere rotas para percorrer a pé ou de bike. Quem segue uma das vias alternativas ganha cinco pontos de recompensa, que são então convertidos em prêmios resgatáveis na forma de descontos em lojas e cinemas conveniados. Disponível apenas para iPhone, o aplicativo começou a valer em maio e no futuro há planos de gerar uma versão para Android.

Árvore solar

Postes com formas orgânicas abastecidos por energia renovável vão iluminar a cidade até setembro para homenagear os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Londres. Idealizados pelo designer Ross Lovegrove, famoso por misturar ciência, tecnologia e natureza em seus projetos, os postes em formato de árvores brotaram em Londres em maio por ocasião da Clerkenwell Design Week, uma feira com o que há de mais visionário no setor. Com folhas equipadas com células fotovoltaicas que transformam a luz do sol em eletricidade, o poste tem galhos de LED que acendem automaticamente quando escurece.

Ônibus de dois andares ganha versão ecológica

Um dos principais símbolos de Londres ganhou ares mais modernos e ficou mais ecológico. O tradicional ônibus vermelho de dois andares foi adaptado para receber de forma mais adequada as pessoas com dificuldade de mobilidade e também gerar menos poluição. Os novos modelos, que começaram a circular em fevereiro, são equipados com uma tecnologia híbrida, que usa eletricidade e diesel “verde”, que emite metade dos gases poluentes de uma versão convencional, e tem o dobro da eficiência no aproveitamento de combustível.

Embalagens biodegradáveis

Um evento das dimensões das Olimpíadas precisa ter um senhor esquema de coleta de lixo - que não será pouco. Além dos coletores de recicláveis, Londres aposta em embalagens biodegradáveis, principalmente as usadas na alimentação. Por isso, toda comida ou bebida vendida dentro do parque olímpico e nas arenas dos jogos deverão ser feitas de material compostável. Os organizadores estimam que 40% de todo o resíduo gerado nas instalações olímpicas virá da alimentação.

"Cola mágica" contra poluição

As ruas de Londres recebem, desde o começo do ano, uma solução química capaz de atrair partículas de poeira fina do ar e prendê-las ao asfalto. Um veículo especial asperge uma solução de acetato de magnésio de cálcio, que tem o curioso efeito de atrair partículas de poeira fina em suspensão e prendê-las ao asfalto. Uma vez capturada, a poeira é recolhida pelo movimento contínuo dos pneus de carros ou lavada pela chuva. Segundo o excêntrico prefeito Boris Johnson, dá para reduzir em até 10% a concentração de partículas de poeira no ar, melhorando a condição da atmosfera.

Megaprojeto de descontaminação

Um dos carros-chefes do projeto das Olimpíadas verdes de Londres foi a revitalização de uma antiga zona industrial no distrito de Stratford para a construção do Parque Olímpico. A maior operação de descontaminação já feita no Reino Unido precisou de quatro anos de trabalho intenso e mais de 230 milhões de reais investidos para livrar de componentes tóxicos 2 milhões de toneladas de solo contaminado. O complexo de 2,5 quilômetros quadrados hoje conta com uma cobertura vegetal frondosa de 4 mil árvores e 300 mil plantas aquáticas.

Veja mais em:

http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/sustentabilidade/noticias/10-inovacoes-verdes-das-olimpiadas-de-londres?utm_source=newsletter&utm_medium=e-mail&utm_campaign=news-economia.html

 

 

 

 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Sainsbury's Creates a Buzz with New Network of 'Bee Hotels'

 

By GreenBiz Staff

LONDON, United Kingdom — As part of its corporate responsibility program, Sainsbury's will set up a network of bee hotels across London in a bid to boost the region's ailing population of solitary bees.

Bees provide a critical role in the pollination of most fruits and vegetables in the U.K., according to Sainsbury's. The retailer announced Friday it has hired the sector's first bee keeper to establish the 38 bee habitats, to be located at London-area stores. 

The company previously tested eight bee hotels at a new eco-store in Dursley, Gloucestershire, one of the U.K.'s main fruit and vegetable growing areas.

"Bees are the unsung hero of the food chain, as most fresh fruit and veg depends on bees for pollination," Robin Dean, Sainsbury's newly hired bee expert, said in a statement. "We hope that by setting these bee hotels up at a network of stores across the city, we'll be able to help rejuvenate the bee population, and learn more about why the population has decreased so dramatically over the past few years."


Since the bees are solitary bees, not honey bees, they rarely sting because they don't store honey, according to the British Beekeepers Association. Some of their species are doing well, while others have declined over the past three decades, the Royal Horticultural Society said, largely due to loss of habitat, such as wildflowers. Solitary bees are more efficient than honeybees for pollination.

Once the bee hotels are up and running, Sainsbury's will hire a grad student to maintain the hotels and send the results to various EU research programs.

Previous efforts by Sainsbury's to bolster the bee population include its 2005 project with agricultural suppliers to sow a special seed mix in farmland areas that contains crucial pollen and nectar. The seed mix has been sown across more than 500 acres.

 

http://www.greenbiz.com/news/2010/06/21/sainsburys-creates-buzz-new-network-bee-hotels

 

 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Europa aprova resolução para proteger abelhas

O Parlamento Europeu aprovou nesta semana uma resolução para a adoção de ações mais contundentes para proteger a população de abelhas, que de alguns anos para cá desapareceram em larga escala no Velho Continente. O texto, aprovado por ampla maioria de 534 votos a favor, 92 abstenções e apenas 16 votos contrários, determina que mais fundos sejam destinados para a pesquisa com abelhas, novos incentivos para que a indústria farmacêutica desenvolva antibióticos e que os rótulos de advertência nos pesticidas do campo sejam mais claros.

A reportagem é de Bettina Barros e publicada pelo jornal Valor, 18-11-2011.

Além de uma questão ambiental preocupante, o declínio dessas populações tem um impacto econômico que não se pode desprezar. Cálculos da Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, estimam que a polinização tem um valor econômico de € 22 bilhões para a região.

Cerca de 84% das espécies de plantas europeias e 76% da produção de alimentos da região dependem dela. A União Europeia produz anualmente cerca de 200 mil toneladas de mel. Bulgária, França, Alemanha, Grécia, Hungria e Romênia são os maiores produtores, empregando, direta ou indiretamente, 600 mil pessoas.


"As abelhas são cruciais na nossa sociedade, na medida em que a polinização tem um papel essencial na preservação da biodiversidade e na manutenção da segurança alimentar da Europa", disse o legislador socialista Csaba Sandor Tabajdi, autor da resolução.

A falta de informações sobre a saúde dessas abelhas tem sido um obstáculo na identificação das causas do desaparecimento desses insetos. Por isso, a Comissão Europeia pretende lançar um programa-piloto de monitoramento no início do próximo ano.

Especialistas já documentaram o desaparecimento em massa de abelhas em vários países, com um cenário mais crítico nos Estados Unidos, onde o fenômeno tem sido comumente chamado de "desordem de colapso das colônias". A causa do problema ainda não é conhecida, mas a destruição dos habitats e o uso extensivo de agrotóxicos no campo (que pode ter afetado o sistema imunológico das abelhas) são possibilidades consideradas pelos especialistas.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o número de colônias de abelhas caiu de 5,5 milhões em 1950 para 2,5 milhões em 2007. Somente na Califórnia, um dos principais berços agrícolas de pequenas culturas nos Estados Unidos, abelhas de quase 1,5 milhão de colmeias fazem o trabalho da polinização - uma média de duas colmeias por acre.

O Pnuma, braço ambiental da ONU, advertiu no início deste ano que a população mundial de abelhas continuará em declínio. Em relatório, o órgão defendeu o pagamento de incentivos a agricultores e proprietários rurais para que os habitats desses insetos sejam restaurados, como florestas com espécies de floração.

 

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/503523-europa-aprova-resolucao-para-proteger-abelhas

Inseticidas estão acabando com as abelhas!

Inseticidas seriam responsáveis por morte em massa de abelhas, apontam estudos

Substâncias introduzidas nos anos 1990 afetam a capacidade de orientação dos insetos.

Reportagem de Josep Corbella, publicada no jornal espanhol La Vanguardia, 29/03/2012.

Tradução: Cepat (Via IHU-Unisinos, 31/03/2012)

Duas pesquisas independentes, uma britânica e outra francesa, demonstraram que um tipo de inseticida introduzido há 20 anos prejudica a capacidade de orientação das abelhas e zangões. O estudo francês demonstra, além disso, que quando os insetos estão expostos a estes inseticidas, aumenta sua mortalidade. O britânico, que o número de abelhas rainhas cai vertiginosamente e as colmeias entram em declive.

Ambas as pesquisas, apresentadas na revista Science, se basearam em um tipo de inseticida chamado neonicotinoides que atualmente é utilizado em grande escala para proteger as colheitas em grande parte do mundo. Estes inseticidas emergem como supostos responsáveis – ou pelo menos cúmplices – pelos colapsos de abelhas observados na América do Norte e na Europa na última década. Entretanto, as pesquisas não descartam que outros fatores, tais como, transtornos imunológicos ou infecções, possam estar contribuindo para o declive das abelhas.

Os novos resultados “têm implicações importantes quando se trata de processos de autorização de inseticidas”, declarou em um comunicado Michaël Henry, primeiro autor do estudo francês, do Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica, em Aviñón. Até agora, para que um inseticida seja autorizado, deve-se demonstrar que não causa diretamente a morte de abelhas nas doses em que é empregado habitualmente. Contudo, adverte Michaël, não se observa se pode alterar o comportamento das abelhas e causar sua morte de maneira indireta.

No estudo inglês, feito pela Universidade de Stirling, foram misturadas pequenas doses de inseticida imidacloprid na dieta de 50 colônias de abelhas. Estas quantidades simulavam aquelas que os insetos encontram nas plantações de colza. A outras 25 colônias de abelhas foi dada uma dieta livre do inseticida.

Posteriormente, as abelhas foram deixadas livres durante seis semanas para que pudessem procurar seu alimento em jardins, florestas e plantações. Ao final das seis semanas, as colônias de abelhas que haviam ingerido o inseticida eram entre 8% e 12% menores que as colônias daquelas que não o haviam ingerido. Esta diferença de peso é atribuída ao fato de que os insetos tenham trazido menos alimento à colméia e haviam nascido menos operárias.

O resultado mais chamativo da pesquisa é a diferença no número de rainhas entre umas colmeias e outras. Se os insetos que não haviam ingerido o inseticida tinham uma média de 13 rainhas por colméia, as que o haviam ingerido tinham uma média de 1,7. Embora o estudo não esclareça qual seja a causa desta diferença, os autores do trabalho a atribuem ao fato de que os pesticidas afetam o sistema nervoso das abelhas e que distorce sua capacidade de orientação.

Esta interpretação coincide com os dados do estudo francês realizado com abelhas e com o inseticida tiametoxam. Neste caso fixaram chips eletrônicos ao tórax de 653 abelhas, das quais uma parte recebeu uma dose de inseticida. Os pesquisadores observaram que 43% das abelhas expostas ao inseticida morreram fora da colmeia – supostamente porque grande parte delas se perdeu. Entre as que não receberam o inseticida, 17% morreram fora da colmeia.

A BayerCropScience, fabricante de inseticidas neonicotinoides, considera que estes dados não demonstram que seus produtos sejam responsáveis pela diminuição das populações de abelhas, segundo outro artigo publicado esta semana na Science.

Dado que as abelhas ajudam a polinizar plantações economicamente importantes como a maçã e o amendoim – entre outros –, os governos começaram a estudar novas medidas para proteger os insetos. Na Europa, a Autoridade de Segurança Alimentar estuda uma nova lei para avaliar o risco dos inseticidas para as abelhas. Nos Estados Unidos, a Agência de Proteção Ambiental convocará um grupo de especialistas no outono para abordar a mesma questão.

Para ler mais:

A Bayer continua matando abelhas em todo o planeta

Enquanto a companhia alemã Bayer continuar fabricando e vendendo agrotóxicos neonicotinóides, populações de abelhas no mundo todo serão mortas.

É responsabilidade da Bayer o fenômeno conhecido como transtorno do colapso de colônias (CCD) – problema da mortalidade de colônias de abelhas – e está inserido entre os casos que serão apresentados de 3 a 6 de dezembro, no Tribunal Permanente dos Povos (TPP), em Bangalore (Índia) durante a sessão que processará as seis maiores multinacionais agroquímicas por violações dos direitos humanos.

“A morte das abelhas é um problema global e é fundamental discutir este tema e encontrar soluções internacionalmente. É um bom sinal que o TPP, como uma iniciativa global, aborde este tema, que é um problema ambiental e uma ameaça econômica”, disse Philipp Mimkes, porta-voz da Coalizão contra os perigos da Bayer, um grupo com sede na Alemanha.

Mimkes revelou que os imidaclopride (Gaucho) e clotianidina (Poncho) são os pesticidas mais vendidos da Bayer, apesar destes produtos, conhecidos como neonicotinóides, estarem ligados à morte de colônias de abelhas.

Em 2010, as vendas do Gaucho alcançaram a cifra de US$ 820 milhões e do Poncho US$ 260 milhões. Gaucho ocupa o primeiro lugar entre os agrotóxicos vendidos pela Bayer, enquanto o Pancho está em sétimo lugar. “Esta é a razão da Bayer, apesar dos graves prejuízos ambientais, lutar com unhas e dentes contra qualquer proibição na aplicação dos neonicotinóides”, afirma Mimkes.

Na Europa, em vários países o uso dos neonicotinóides foram proibidos. Na Alemanha, Itália, França e Eslovênia o Gaucho foi proibido no tratamento das sementes de milho, que é sua principal aplicação. No entanto, sua utilização é livre em vários países, incluindo os EUA, onde desde 2006, um terço da população de abelha já morreu.

As abelhas polinizam mais de 70, entre 100, culturas que fornecem 90% de alimentos do mundo. Entre frutas e vegetais, estão, por exemplo, as maçãs, laranjas, morangos, cebolas e cenouras. O declínio na população de abelhas tem efeitos devastadores para a segurança alimentar e é meio de subsistência dos agricultores. Além disso, pode afetar o valor nutricional e a variedade de nossos alimentos.

http://pratoslimpos.org.br

quinta-feira, 26 de abril de 2012

exportação mel SC

Não é nossa praia, mas é bom saber que a corrente melífera esta abrindo mercado. O SEBRAE Tb poderia ajudar os nossos projetos, não?

 

 

Projeto fortalece a exportação do mel catarinense

 

O Sebrae/SC firmou parceria técnica e financeira com a Cooperativa dos Apicultores de Santa Catarina (Coopasc), com sedes em Curitibanos e Videira, para o desenvolvimento do projeto de Internacionalização da Apicultura. O objetivo é estimular a inserção da cooperativa no mercado externo através de um programa estruturado de internacionalização, que envolve ações como a disseminação da cultura empreendedora global, capacitação para exportação, marketing internacional, prospecção de novos mercados e fornecedores globais, além de participação em feiras e missões internacionais.

 

As ações do projeto iniciaram neste mês, quando foi embarcado o primeiro container de mel silvestre, tipo LA, com 18,8 toneladas, distribuídos em 66 tambores, para os Estados Unidos. O próximo container, com 72 tambores, que totalizam 20,5 toneladas, será exportado, no mês de agosto, para a Alemanha.

 

O projeto será implementado no decorrer de três anos e beneficiará os 116 associados da Coopasc, espalhados pelo o território catarinense. "O projeto prevê que até 2012, a Coopasc obtenha um acréscimo de 30% no faturamento, referente às transações correntes em comércio exterior", salienta o coordenador de agronegócio do Sebrae/SC, Fabio Búrigo Zanuzzi.

 

O presidente da Coopasc, Luiz Celso Stefaniak, reforça que o projeto fortalecerá a comercialização do mel brasileiro. "O Brasil consome apenas 20% do mel que produz e o restante vendemos para o exterior. Estamos entusiasmados com o projeto que, além de fortalecer o nosso produto no mercado internacional, permitirá um retorno seguro ao apicultor".

 

Os associados da Coopasc contabilizam 40 mil colmeias e produzem 1000 toneladas de mel ao ano. "Temos grandes expectativas para a concretização desse projeto, pois o mel brasileiro é considerado um dos melhores do mundo. Conseguimos produzir grandes volumes sem utilizar antibiótico", expõe o diretor administrativo da cooperativa, Sérgio Arruda Kotchergenko.

 

O diretor complementa que a região serrana catarinense é a única no Brasil a produzir o mel de melato (extraído da árvore bracatinga) - produto altamente disputado pelas indústrias e consumidores do mercado europeu.

 

A meta é exportar duas mil toneladas anuais de mel. Para conquistar esse mercado, a Coopasc está buscando novos apicultores para associar-se à cooperativa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7 alimentos que podem desaparecer com o quecimento global

Matéria da Exame coloca os 7 alimentos que podem desaparecer nos próximos anos: chocolate, arroz, salmão, café, uísque escocês, vinho Bordeaux e o mel. Destes o mel é o que mais sinaliza o apocalipse. Segundo Einstein após 5 anos do desaparecimento delas, não haverá mais vida no planeta...

 

Mel

Um fenômeno vem intrigando cientistas do mundo todo: o colapso de colônias de abelhas na Europa, América do Norte, África e Ásia. De acordo com um estudo do Departamento de Agricultura dos EUA, as colônias de produção de mel diminuíram de uma população de 5,5 milhões em 1950 para 2,5 milhões em 2007.

Até o momento, o principal suspeito do sumiço das abelhas é o duo composto por poluição e o uso de defensivos agrícolas. Mas outra leva de cientistas também associa o fenômeno ao aquecimento do planeta, uma vez que mudanças extremas no clima afetam o padrão de floração na natureza e por consequência o comportamento das abelhas.

 

No Brasil o desmatamento Tb é outro fator importante.

O que podemos fazer, nós simples cidadãos: comprar mais mel, para incentivar os produtores, fazer campanhas para o não desmatamento, para conservação das florestas, comprar mais alimentos orgânicos, para ampliar a atividade que não utiliza agro-tóxicos, trazer as abelhas para as cidades – no Brasil temos as abelhas sem ferrão que polinizam as espécies brasileiras, e são fáceis de ter em casa – eu mesmo já tenho 2 caixas na minha casa e não dá nenhum trabalho. Se cada um fizer a sua parte, bem feita, ainda teremos esperança!

Vamos trazer as abelhas para as cidades! Quem quiser saber mais procure “Abelhas sem ferrão” ou entre no meu blog (HTTP://colmeias-urbanas.blogspot.com ou HTTP://abelhas-urbanas.blogspot.com )

 

http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/7-alimentos-que-podem-sumir-do-cardapio-com-o-aquecimento-global?p=6#link

 

 

 

 

terça-feira, 3 de abril de 2012

Sumiço das abelhas e os pesticidas

Estudos ligam sumiço de abelhas ao uso de pesticidas

02/04/2012   -   Autor: Jéssica Lipinski   -   Fonte: Instituto CarbonoBrasil

Pesquisadores acreditam que o declínio no número de abelhas que vem ocorrendo por todo o mundo pode estar relacionado à popularização de inseticidas neonicotinoides, amplamente utilizados nos últimos 20 anos

As abelhas são muito importantes para a polinização de diversas espécies de plantas, algumas essenciais para os seres humanos. Estima-se que, só nos Estados Unidos, a polinização apícola tenha o valor de US$ 8 a 12 bilhões, e, segundo o Departamento de Agricultura norte-americano, “cerca de um terço da [nossa] dieta é direta ou indiretamente beneficiada pela polinização das abelhas”.

Por essa razão, o declínio no número de abelhas que vem ocorrendo nos últimos anos por todo o mundo preocupa cientistas, que buscam descobrir a razão da diminuição das populações. Entre os fatores considerados, estão doenças, parasitas, perda de habitat e alimentos e o uso de pesticidas, mas não há consenso sobre o que tem causado essa redução.

“Algumas espécies de abelhas diminuíram enormemente. Por exemplo, na América do Norte, muitas espécies, que costumavam ser comuns, mais ou menos desapareceram do continente inteiro. No Reino Unido, três espécies foram extintas”, comentou Dave Goulson, da Universidade de Stirling.

Na última semana, no entanto, foram lançados dois estudos que indicam que a diminuição no número de abelhas e colmeias pode estar relacionada ao uso de pesticidas. Ambos os estudos utilizaram em seus testes inseticidas neonicotinoides, um pesticida que se tornou muito popular e amplamente usado a partir da década de 1990.

“O uso de pesticidas é tão disseminado que a maioria das colônias de abelhas em áreas de fazendas aráveis provavelmente está exposta a eles, então há potencial para que eles estejam tendo um papel significativo na supressão das populações de abelhas em uma escala bastante surpreendente”, observou Goulson, coautor da pesquisa inglesa.

O estudo francês analisou a relação entre o inseticida tiametoxame e a abelha-europeia (Apis mellifera), e descobriu que o pesticida tem uma ação no mecanismo de navegação dos animais, que os permite sair da colmeia para buscar alimento e depois voltar para o grupo.

Na primeira parte da pesquisa, foram colocados transmissores nas abelhas para rastreá-las e parte dos animais foi submetida a uma dieta com tiametoxame, enquanto a outra parte foi alimentada normalmente. O resultado mostrou que as abelhas nutridas com a dieta com tiametoxame tinham duas a três vezes mais chance de se perderem e não voltarem à colmeia do que as que não haviam sido expostas ao pesticida.

Na segunda parte, os pesquisadores criaram um modelo baseado nos dados do teste para estimar como a colmeia seria afetada pela perda dessas abelhas. Sob essas condições, eles concluíram que a população da comunidade poderia cair em 60% ou mais, dependendo de quantas abelhas-operárias eram expostas ao tiametoxame.

“Pesticidas sistêmicos, em particular, se espalham por todos os tecidos [da planta] à medida que elas crescem, e eventualmente contaminam néctar e pólen. As abelhas que coletam alimento estão diretamente expostas, mas o resto da colônia também, já que as abelhas alimentadoras que retornam armazenam ou trocam material contaminado”, escreveu Mikaël Henry, do Instituto Nacional Francês para Pesquisa Agrícola (INRA), principal autor do estudo.

“O que descobrimos é que, na verdade, se as colônias forem expostas a pesticidas, a população pode diminuir a um ponto que a colocaria em risco de colapso devido a outros fatores estressantes”, continuou Henry.

Já o estudo inglês observou a ligação entre o inseticida imidaclopride e a Bombus terrestris, popularmente conhecida como mamangaba ou abelhão. Os resultados mostraram que o pesticida tem um efeito direto na coleta de alimentos por parte das abelhas-operárias, e afeta também o desenvolvimento de abelhas-rainha, responsáveis pela criação de novas colmeias.

Primeiramente, a pesquisa expôs um grupo de abelhas ao imidaclopride. Depois de seis semanas, os cientistas pesaram as colmeias dos animais que haviam sido expostos e fizeram o mesmo com ninhos de abelhas que não haviam entrado em contato com o inseticida. Os resultados foram comparados e mostraram que as colmeias das abelhas expostas pesavam 8% a 12% menos, o que indica que estes animais estavam conseguindo coletar menos alimento.

Depois disso, o estudo analisou o número de abelhas-rainhas que se desenvolveram em cada colônia, e chegou a conclusões alarmantes: as colmeias expostas ao imidaclopride haviam produzido uma ou duas rainhas, enquanto as não expostas tinham criado 14, ou seja, houve uma redução de 85% no número de rainhas.

“As abelhas têm um ciclo de vida anual e são apenas as novas rainhas que sobrevivem ao inverno para fundar colônias na primavera. Nossos resultados sugerem que níveis residuais de pesticidas neonicotinoides podem ter uma forte consequência negativa para a produção da rainha nas colônias de abelhas sob condições reais de campo, e isso provavelmente têm um impacto substancial em nível de população”, declararam os autores ingleses.

“Não diria que isso prova que os neonicotinoides são a única causa dos problemas que as abelhas enfrentam, mas sugere que eles provavelmente são uma das causas, e possivelmente uma significativa”, disse Goulson.

Ambas as pesquisas causaram polêmica na comunidade científica e na indústria agrícola, dividindo opiniões. Alguns cientistas defenderam integral ou parcialmente os estudos, alegando que estes são convincentes mesmo que os neonicotinoides não sejam a única causa da redução no número de abelhas.

“Cinquenta anos de experiência deveriam ter nos ensinado que o uso excessivo de uma única classe de componentes é uma prática inerentemente insustentável, e que pré-tratar sementes quando problemas de peste não estão sequer presentes é enormemente imprudente”, afirmou May Berenbaum, entomologista da Universidade de Ilinóis.

“Mas neonicotinoides poderiam ser banidos em todo o mundo e as abelhas ainda teriam problemas com patógenos, parasitas, degradação de habitat e uso excessivo de todas as classes de outros pesticidas químicos”, acrescentou Berenbaum.

“Há três ou quatro anos, eu era muito mais cauteloso sobre o quanto pesticidas estavam contribuindo para o problema. Agora, mais e mais evidências apontam para pesticidas como sendo uma parte consistente do problema”, disse Jeffery Pettis, especialista em abelhas do USDA.

“O estudo das mamangabas usou uma dose muito real [de pesticida] e o efeito na reprodução foi a principal descoberta. O estudo foi muito convincente na minha opinião em ser realista e mostrar o impacto significativo na reprodução”, continuou Pettis.

Outros pesquisadores e parte da indústria agrícola, no entanto, criticaram os estudos, justificando que o nível de inseticida utilizado nas pesquisas é muito maior do que o encontrado em campo. “Acho que eles selecionaram um nível de dose impróprio”, sugeriu David Fischer, ecotoxicologista da Bayer CropScience.

“Embora levemos boas pesquisas muito a sério, nos últimos quatro anos autoridades independentes na França monitoraram de perto o uso do Cruiser – o produto que contém tiametoxame – em mais de 1,9 milhões de hectares. Quando apropriadamente usado, nenhum caso de mortalidade de abelhas foi registrado”, alegou um porta-voz da Syngenta.

Henry, entretanto, lembrou que mesmo que não haja doses letais dos pesticidas em campo, ainda assim pode haver o suficiente para alterar alguns comportamentos das abelhas, o que prejudica a conservação de sua população indiretamente.

“Nosso estudo levanta questões importantes a respeito de procedimento de autorização de pesticida. Até agora, eles exigem em sua maioria que os produtores garantam que as doses encontradas no campo não matem abelhas, mas eles basicamente ignoram que as consequências das doses não as matam, mas podem causar dificuldades comportamentais”, justificou o pesquisador do INRA.

Além disso, Goulson questionou os estudos citados pelo porta-voz da Syngenta. “Se eles fizeram esses estudos, onde estão eles? Eles não estão em domínio público, e, portanto, não podem ser controlados. Isso levanta a questão de quão bons eles são.”

Por fim, o cientista da Universidade de Stirling enfatizou que “o uso de pesticidas neonicotinoides em plantações de flores claramente representa uma ameaça para a saúde [das abelhas], e necessita urgentemente ser reavaliado. Eu pessoalmente gostaria de vê-los não serem usados até que mais pesquisa seja feita. Se for confirmado o que descobrimos, então eles certamente não deveriam ser usados, já que vão ser alimento de abelhas”.

Algumas autoridades governamentais declararam que farão mais pesquisas para avaliar os riscos que os neonicotinoides apresentam, e estudarão a possibilidade de alterarem algumas regulamentações se os malefícios se confirmarem.

“O Reino Unido tem um sistema forte de avaliar riscos de pesticidas e toda a evidência mostra que neonicotinoides não apresentam um risco inaceitável a abelhas quando os produtos são usados corretamente. No entanto, não hesitaremos em agir se formos apresentados a qualquer nova evidência”, disse um porta-voz do governo britânico.

“Embora nosso entendimento do papel potencial dos pesticidas no declínio na saúde de polinizadores ainda esteja progredindo, continuamos procurando aprender quais mudanças regulatórias podem ser efetivas”, afirmou a Agência de Proteção Ambiental dos EUA.

http://www.institutocarbonobrasil.org.br/?id=730111